Há um tempinho que não venho aqui...aqui onde? No blog, ou dentro de mim?
Risos triste...
Pode-se dizer que nós dois.
Mas duas pessoas apertaram o gatilho das minhas emoções hoje.
Apesar que para ser sincera comigo mesma, estou com as emoções a flor da pele.
Muitos diriam que é normal! Que devido a pandemia, todos estão assim...e parará, pororô...
Mas não é verdade. Esta pessoa "vazia" que está escrevendo, não sou no normal.
A pandemia, pouco mudou minha realidade, meu cotidiano.
Os sofrimentos das pessoas sim, estes me golpeou de forma quase letal.
Principalmente os sofrimentos das pessoas próximas que eu amo.
A morte da filha da Vânia.
A deficiência do meu irmão, após uma crise. Que graças a Deus, foi dos males o menor.
A depressão e autodestruição dos meus irmãos mais velhos.
Mortes e mortes...
Acompanhantes as quais me apego, me largando sem aviso prévio.
Mas isto é de total culpa minha. Estão comigo, para ganhar o pão de cada dia, não para suprir a ausência da minha mãe.
Mas minha consciência não consegue fazer minha carência entender isso.
E para coroar, minha saúde física é "Maria vai com as outras" e segue a trilha das minhas emoções.
Suspiro...
O gatilho disparado por dois anjos, é este, FALAR O QUE ESTOU SENTINDO.
É uma mistura de sentimentos que variam no decorrer de cada dia meu.
Mas três predominam:
Gratidão!
Porque, despois de cada tempestade, aparece um raio de Sol.
Depois de cada lágrima, um motivo para sorrir, mesmo eu não o conseguindo fazer.
Com isso, vejo Deus cuidando carinhosamente de mim.
Ele coloca pessoas que me ajudam o tempo todo, suprindo cada necessidade material que eu venha a ter.
Mas não percebem que como doam é que faz o verdadeiro milagre na minha vida.
O carinho, atenção e preocupação para comigo, é que posso dizer com plena certeza, tem me mantido viva.
São a família que eu nunca tive. Tirando meus irmãos, claro. Mas estes precisam mais de mim...
Não vou citar nomes, pois temo esquecer alguém... Mas existe uma família, que só Deus mesmo para retribuir tudo que são para mim.
Solidão! É assim que me sinto. Em meio a tanto amor ágape e solidariedade, me sinto sozinha. Mesmo tendo também meus irmãos.
Tristeza!!! É o que me atormenta. Por ter consciência de ser grata, sabendo assim, que tenho muito, e mesmo assim deixar esta solidão me enfraquecer.
Entristece-me não me encontrar mais.
Que Deus me perdoe por isso!